
Pra compensar a ausência de si mesmo, guardanapo e caneta à mão. Na solidão, a reflexão é inevitável e o cenário imaginário, factível. A interiorização aumenta, porém acompanhada de auto-análise e de faíscas de entendimento condicionado.
Até que ponto vivo e até que ponto justifico o cansaço que me acontece? Porque aceitar é diferente de errar. A dor existe e eu também tenho a convicção de que ela não é a última coisa do mundo. Tanto é que vejo o outro lado e cada vez mais me irrito por estar perdendo o meu tempo. O coração quer e pede renovação, mas ainda teme o inverso da inércia. O choque da realidade potencializou-se e a ansiedade para resolver as inquietações alavanca. É impressionante como a tomada de decisão ainda é difícil. Quero viver a escrever e observar e conversar e não a me maquiar para arrancar trunfos alheios. Trunfo que nem de perto será meu. A não ser a ilusão de ser meu...
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